O caso faz parte de uma disputa mais ampla entre JGR, Gabehart e Spire, que já teve decisões preliminares da juíza Susan C. Rodriguez. Em audiência recente, ela ressaltou que o mérito ainda não foi julgado. “No mérito, ainda não chegamos lá”, disse a magistrada.
JGR quer decisões finais de acerto e cita depoimentos sobre pressão de pneus e molas
No novo pedido, a JGR tenta obter da Spire as decisões finais de acerto usadas nas corridas de 2025 e 2026. A alegação é que Gabehart repassou informações sensíveis da ex-equipe, incluindo parâmetros ligados a pressão de pneus e ajustes de molas.
Trechos de depoimentos colhidos em agosto entraram na argumentação. Travis Peterson afirmou que Gabehart lhe informou qual pressão de pneus a JGR usava e também relatou conversas sobre regulagens de molas. Já Dax Gerringer declarou que Gabehart participou de várias reuniões da área de competição e deu contribuições nesse ambiente.
Os réus contestam a acusação e sustentam que a JGR ainda não apresentou prova suficiente de uso indevido de segredo industrial. Matt McCall, diretor de competição da Spire, afirmou em depoimento: “Não há nada que ele tenha feito no lado de competição”.
Disputa sobre produção de documentos pode exigir nova decisão da juíza
A divergência agora se concentra no alcance da documentação que a Spire terá de apresentar. Como há desacordo entre as partes sobre essa produção de provas, a questão pode voltar para decisão específica da juíza.
Em paralelo, Gabehart também pediu que a Toyota apresente documentos relacionados à JGR, mas a montadora argumentou que o material solicitado não tem relação com o ponto discutido. “Ainda não vemos a relevância das informações que vocês estão buscando”, afirmou Nate Pencook, advogado da Toyota. A montadora não é parte no processo.
Além da ação principal por suposta apropriação indevida de segredo industrial, o litígio inclui uma reconvenção de Gabehart por quebra de contrato e supostas violações de privilégio advogado-cliente, e uma ação da Spire contra a JGR por um suposto acordo verbal envolvendo Robert “Cheddar” Smith. O julgamento está marcado para 1º de fevereiro.