Antonelli chegou ao fim de semana com 59 pontos de vantagem sobre George Russell e Lewis Hamilton na classificação. A punição acontece porque ele excederá o limite de quatro unidades de potência no ano. Segundo Toto Wolff, chefe da Mercedes, o piloto “vai cumprir a punição completa”.
Problemas anteriores levaram a Mercedes à troca
A situação foi construída ao longo da temporada. Antonelli sofreu um desligamento elétrico em junho, no GP de Barcelona-Catalunha, e um dos motores foi danificado. Depois, a Mercedes instalou um quarto motor no GP da Bélgica por causa de um problema identificado após o GP da Inglaterra.
Na Fórmula 1, a unidade de potência é formada por componentes diferentes, e o caso de Antonelli envolve o estouro do limite em itens como o armazenador de energia e a eletrônica de controle. Pela regra, uma punição de 15 posições no grid resulta em largada no fim do grid.
Mercedes vê Monza como pista que permite recuperação
Apesar da perda no grid, a Mercedes indicou que Monza oferece características que podem ajudar Antonelli a avançar durante a corrida. O circuito é conhecido pelas longas retas e por facilitar ultrapassagens em comparação com outras pistas do calendário.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, afirmou que Monza tem quatro pontos claros de ultrapassagem e resumiu a dificuldade de defesa de quem tenta segurar carros mais rápidos: “Um piloto não consegue defender todos eles”.
A administração dos componentes também faz parte do planejamento da equipe para o restante do campeonato. Bradley Lord, diretor-adjunto da Mercedes, disse que esse trabalho envolve “um equilíbrio constante entre o risco de usar componentes com alta quilometragem”. A temporada ainda tem 12 etapas previstas pela frente, com a possibilidade de esse total cair para 11 dependendo da realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi.