Segundo Horner, a iniciativa veio depois de sua irritação com o movimento da Mercedes no mercado. “Decidi procurar o empresário de George Russell para uma reunião”, afirmou o diretor da Red Bull. Na avaliação dele, a Mercedes estava adiando a renovação do piloto, o que abriu espaço para a abordagem.
Horner também resumiu como enxergava a situação de Russell naquele momento: “Ele deveria considerar a Red Bull.”
Tentativa ocorreu enquanto Verstappen era alvo da Mercedes
A movimentação da Red Bull aconteceu em paralelo às conversas envolvendo Verstappen. Toto Wolff admitiu em 2025 que houve tratativas sobre uma possível contratação do piloto pela Mercedes, cenário que aumentou a tensão entre as duas equipes fora da pista.
Mesmo com o assédio, Verstappen preferia permanecer onde estava, desde que a Red Bull entregasse um carro competitivo para o novo ciclo técnico. As discussões aconteciam já com o foco nas regras de motores de 2026, ponto central para definir o nível de competitividade das equipes no início da nova fase da Fórmula 1.
Ao falar sobre sua permanência, Verstappen resumiu a própria prioridade: “Quero vencer, mas não quero precisar sair para fazer isso.” Horner, por sua vez, não tinha como garantir naquele momento qual seria o desempenho do carro da Red Bull na temporada seguinte.
Russell renovou, e Sainz também conversou com a Red Bull
No fim, a tentativa de atrair Russell não avançou. O piloto renovou com a Mercedes em outubro de 2025, encerrando a indefinição contratual que existia quando Horner fez a abordagem.
O dirigente da Red Bull também confirmou que Carlos Sainz conversou com a equipe sobre uma possível vaga para 2026, o que mostra que a equipe avaliava mais de uma alternativa enquanto o futuro de Verstappen ainda gerava especulações no mercado.
Meses depois, Verstappen assinou uma extensão contratual com a Red Bull até 2030.