Ao explicar o desenho que considera para a liderança da Mercedes, Wolff indicou que a estrutura pode mudar de forma relevante em relação ao modelo atual. “Acredito que meu trabalho vai ser dividido entre duas ou três pessoas”, disse o dirigente.
Possível novo cargo exigiria distância da operação diária
Entre os cenários considerados, Wolff pode assumir uma função de presidente do conselho. Nesse formato, ele indicou que não haveria espaço para continuar participando da rotina operacional da mesma maneira.
“Você não pode ficar de fora e, ao mesmo tempo, interferir nos negócios do dia a dia”, afirmou Wolff ao comentar como enxerga uma eventual mudança de posição dentro da Mercedes.
O dirigente também relacionou o planejamento à organização da equipe no longo prazo. “É importante fazer o que é melhor para a família e para a equipe”, declarou.
Mercedes já teve ajuste recente na estrutura interna
A discussão sobre sucessão acontece depois de uma alteração recente no organograma da Mercedes. Em 2026, Bradley Lord, que era chefe de comunicação, assumiu o posto de vice-chefe da equipe, passando a ocupar uma função mais próxima do centro das decisões.
Wolff não apontou se essa mudança tem ligação direta com a escolha de seus futuros substitutos, e também não confirmou nomes cotados para assumir partes de suas responsabilidades. O dado já explicitado por ele é que a sucessão, se for implementada nesse formato, deverá distribuir o trabalho entre mais de uma pessoa.
Wolff segue como acionista relevante da equipe
O debate sobre sua sucessão acontece enquanto Wolff continua com participação importante na estrutura societária da Mercedes na Fórmula 1. Em 2025, ele vendeu uma fatia avaliada em 230 milhões de libras para George Kurtz.
Mesmo depois da operação, Wolff mantém 28% da equipe Mercedes na Fórmula 1.