Durante a prova, Hamilton demonstrou irritação com a condução da corrida e disparou pelo rádio: “Que jeito ótimo de perder tempo, pessoal. Bom trabalho!” Mais tarde, ao comentar o caso, admitiu o excesso: “Eu assumo a responsabilidade por isso e vou ser melhor.”
O desabafo aconteceu em uma corrida apertada para a Ferrari. Hamilton recebeu a bandeirada 0s849 atrás de George Russell, enquanto Charles Leclerc terminou em quinto, apenas 0s503 atrás do companheiro de equipe.
Estratégia com Hamilton e Leclerc entrou no foco
A corrida da Ferrari também teve um momento de tensão na gestão estratégica de Leclerc. A equipe mandou o piloto parar nos boxes na volta 42 de 72, mas a instrução não foi seguida imediatamente. O episódio se somou às discussões sobre a administração das ordens de equipe durante a prova.
Na parte técnica da estratégia, Hamilton estava com pneus duros C2 da Pirelli, enquanto Leclerc usava médios C3. A diferença de compostos ajudou a moldar as alternativas da Ferrari ao longo do stint final, em um cenário de margem mínima entre os dois carros na chegada.
Cobrança pública incluiu pedido por mais respeito
A repercussão do rádio de Hamilton também saiu do ambiente interno da Ferrari. Jean Alesi criticou a forma como o piloto se dirigiu à equipe e afirmou: “Hamilton deveria respeitar mais a Ferrari.”
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, aparece no centro de um fim de semana em que a equipe precisou administrar ao mesmo tempo a execução da estratégia em pista e a reação de um de seus pilotos à comunicação pelo rádio.
Além da reprimenda após a corrida, o pedido público de desculpas de Hamilton veio depois de uma prova em que a Ferrari terminou com os dois carros separados por pouco mais de meio segundo, com Leclerc em quinto e o heptacampeão logo à frente.