A decisão foi tomada em meio à sexta onda de calor do verão na Itália. A previsão é de temperaturas acima de 35°C na região de Milão e Monza, com índice de calor superior a 31°C durante a corrida. Em comunicado, a FIA informou que “foi declarado risco de calor” para a etapa.
Regulamento prevê escolha entre equipamento e compensação no carro
A declaração foi feita com base no Artigo B1.5.10 do Regulamento da F1 da FIA. Nessa situação, entra em vigor o protocolo que permite ao piloto correr com o colete refrigerante ou, se optar por não usar o sistema, compensar a ausência com 0,5 kg de lastro no carro.
Os coletes refrigerantes haviam sido planejados para uso obrigatório, mas seguiram como item opcional depois de resistência dos pilotos. Por isso, a alternativa do lastro foi mantida no regulamento para os casos em que o equipamento não for adotado.
Previsão indica calor forte da sexta-feira à corrida
O cenário mais severo é esperado já na sexta-feira, quando a temperatura pode chegar a 36°C durante a segunda sessão de treinos livres. Para a classificação de sábado, a previsão é de 35°C.
A corrida de domingo está marcada para 15h, com temperatura prevista de 33°C. A FIA também indicou que “as temperaturas devem ultrapassar 31°C”, referência usada para acionar o protocolo de risco de calor.
As temperaturas informadas são previsões e podem variar ao longo do fim de semana, mas a declaração já estabelece de antemão a exigência de escolha entre o colete refrigerante e o lastro adicional para os pilotos no GP da Itália.