“Precisamos recuperar isso para o próximo ano. Vamos conviver com esse déficit pelo resto deste ano”, disse Hamilton.
O resultado no Bahrein encerrou uma sequência de seis etapas sem pódio para a Ferrari. Na corrida seguinte mencionada no cenário recente da equipe, Charles Leclerc terminou em quarto em Sepang, seu terceiro P4 consecutivo.
Déficit em reta virou tema dentro da Ferrari
O ponto levantado por Hamilton está ligado ao desempenho em velocidade final. Entre as equipes que usam motores Ferrari, a velocidade de reta da unidade de potência 067/6 tem sido tratada como uma fraqueza, especialmente em pistas mais dependentes de potência.
Hamilton chegou a dizer que perdeu 0s6 para a Mercedes nas retas de Monza. No contexto técnico, a diferença de performance não é atribuída a um único fator, já que entram na conta motor, aerodinâmica e pneus.
Foi nesse debate que surgiu o alerta de Luigi Mazzola, que criticou a exposição pública do problema em termos tão diretos. “Quem trabalha no motor se sente culpado quando ouve que a culpa é do motor”, afirmou.
Bahrein teve erro estratégico e reação com ajuda do safety car
O pódio de Hamilton no Bahrein foi construído em uma corrida complicada para a Ferrari. Ele e Leclerc largaram do fim do grid por causa da estratégia de pneus adotada pela equipe. Durante a prova, a Ferrari ainda usou por engano pneus slick C4 na chuva.
Hamilton também perdeu muito tempo depois de a equipe contrariar sua escolha por pneus intermediários, o que o deixou a mais de uma parada dos líderes. A recuperação até o terceiro lugar veio com ajuda das entradas do safety car.
Enquanto Hamilton colocou a Ferrari de volta ao pódio, Leclerc terminou em quarto em Sepang, repetindo a posição pela terceira corrida seguida.
































