Segundo a apuração da federação, o problema aparecia em situações de baixa rotação e fazia os motores elétricos entrarem em modo de bloqueio. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA e responsável por explicar o resultado da investigação, afirmou que “a análise concluiu que alguns carros sofreram uma perda de potência maior do que a pretendida”. A restrição de 250 kW é aplicada em corridas disputadas em condições de pista molhada.
Falha surgiu nos trechos lentos e motivou intervenção imediata
A investigação fechou a causa específica do episódio e confirmou que o defeito estava ligado ao software usado para controlar a limitação de potência nessas condições. Como a ECU é padronizada, a FIA enviou a mesma atualização a todas as equipes e fabricantes ainda durante o evento para permitir a continuidade da corrida.
Tombazis também indicou que o caso não elimina a possibilidade de novos contratempos em 2026. Ao ser questionado sobre repetição de falhas, ele respondeu: “Esse problema específico, sim. Um problema, não.” Em outra declaração, acrescentou: “Precisamos garantir que essa falha seja evitada.”
Plano para Singapura e pacote definitivo em 25 de outubro
A solução temporária usada após o incidente será repetida em Singapura se houver expectativa de condições semelhantes. Tombazis disse que “a configuração definida para Sepang será retomada no Grande Prêmio de Cingapura”. A FIA também confirmou que uma atualização adicional do software para condições molhadas será liberada para o GP dos Estados Unidos, em 25 de outubro.
O trabalho da federação agora inclui mudanças no processo de validação. O software já havia sido testado durante sessões dos GPs da Bélgica e da Holanda, mas a revisão recomendou ajustes no método de testes. “A análise também recomendou que fossem implementadas medidas para testar o software”, afirmou Tombazis. Ele ainda reconheceu a limitação do cenário atual: “Não posso garantir que novos bugs não surjam com as complexas unidades de potência de 2026.”
































