Pelas regras financeiras em vigor a partir de 2026, todas as equipes operam com um limite de custos de US$ 215 milhões. A discussão agora é se esse modelo deve continuar igual para todos ou se passará a considerar o desempenho esportivo de cada equipe, como quer a Williams.
Williams quer adaptar o limite ao desempenho das equipes
James Vowles, chefe da Williams, é o principal defensor de uma mudança no regulamento financeiro. A proposta apoiada por ele prevê que o limite de custos deixe de ser fixo para todo o grid e passe a variar de acordo com o rendimento das equipes.
“Estou pressionando por uma mudança nas regras de limite de custos”, afirmou Vowles.
A discussão não é para aplicação imediata. As mudanças em debate podem entrar em vigor apenas em 2027 ou 2028, caso a proposta seja aprovada na votação entre as equipes.
Haas resiste porque já opera abaixo do teto atual
A Haas se opõe ao plano da Williams por um motivo direto: a equipe já não alcança o teto de US$ 215 milhões no formato atual. Nesse contexto, uma alteração no modelo não oferece a mesma vantagem potencial que poderia representar para outros concorrentes do meio do grid.
Essa posição aproxima a Haas da Ferrari e também das equipes maiores, que devem formar um bloco contrário à proposta. A tendência, segundo o quadro atual, é de manutenção do impasse entre os times favoráveis e contrários às mudanças.
Racing Bulls pode decidir o desfecho
Com o placar travado em 5 a 5, a Racing Bulls aparece como voto decisivo. A ligação da equipe com a Red Bull é um dos fatores observados no debate e pode influenciar o desfecho da votação.
Enquanto não houver definição, o regulamento segue com o mesmo teto de US$ 215 milhões para todas as equipes a partir de 2026. Se a proposta não avançar agora, a discussão sobre um modelo adaptado ao desempenho ainda pode continuar para 2027 ou 2028.