Ao lembrar sua experiência em condição de chuva, Leclerc descreveu o quanto a falta de visão reduz a margem de reação dos pilotos. “Ficamos praticamente limitados a 20 km/h”, disse. Na avaliação dele, o problema se agrava quando o carro também passa a responder de forma pouco previsível: “Você pode ter acidentes grandes por causa disso.”
Falha com Hamilton colocou a unidade de potência no centro da discussão
A preocupação ganhou força depois do episódio com Lewis Hamilton, que precisou desligar e religar o motor durante a volta de formação. A FIA informou que a falha foi causada por uma combinação de baixa rotação, pouca aderência e configurações de software, um cenário que expôs a sensibilidade do sistema em condições adversas.
O ponto central levantado por Leclerc está justamente na incerteza sobre como a potência será entregue nessas situações. Com pista molhada, pouca aderência e visibilidade reduzida, o piloto considera perigoso não saber exatamente qual resposta o carro dará. Ele também indicou que não espera uma solução imediata para os problemas ligados à potência dos carros de 2026.
Ao comentar o nível atual de complexidade desses modelos, Leclerc evitou exagerar no tom, mas foi direto: “Não quero ser tão extremo nas palavras, mas com certeza isso não está bom o suficiente.”
Outros pilotos também citaram eletrônica e complexidade do conjunto
Leclerc não foi o único a tratar do assunto. Lando Norris e Max Verstappen também manifestaram preocupação com a eletrônica e com a complexidade das unidades de potência. George Russell foi na mesma linha ao afirmar que esses conjuntos são excepcionalmente complicados.
O debate envolve justamente o aumento da complexidade do sistema de unidade de potência e a dificuldade de tornar sua resposta previsível em condições de baixa aderência. A FIA já preparou uma correção para evitar falhas semelhantes à de Hamilton, depois de identificar a relação entre baixa rotação, pouca aderência e software no problema registrado na volta de formação.