Segundo a federação, alguns carros pararam ao acelerar em condições específicas de baixa velocidade do motor, pouca aderência e gerenciamento de energia ajustado para chuva. Lewis Hamilton foi o primeiro a relatar a falha, e Esteban Ocon e Valtteri Bottas também tiveram seus carros estacionados no circuito. Outra fonte também cita lentidão nos carros de Max Verstappen e do próprio Hamilton antes da largada.
FIA diz que problema era inédito e exigiu atualização imediata
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou que o defeito não foi provocado pelas equipes. “Não foi culpa das equipes”, disse o dirigente ao explicar a origem da falha.
De acordo com Tombazis, o caso foi causado por um bug no software. Em outra explicação, ele resumiu o episódio dizendo que “um bug é, por definição, um erro”. A federação informou ainda que o problema não havia sido identificado anteriormente e que nem FIA nem equipes tinham conhecimento da falha durante os testes.
A solução foi uma atualização de software distribuída às equipes antes do início da corrida. A implementação da correção levou cerca de 20 minutos, segundo o relato sobre a operação feita no circuito. A FIA também indicou que o software não havia sido testado nessas condições de baixa velocidade antes do incidente.
Atraso passou de 50 minutos após bandeira vermelha
A bandeira vermelha foi acionada às 4h40, no horário de Brasília, e o procedimento de largada ficou suspenso até que a correção fosse instalada. O início da prova aconteceu às 5h33, 53 minutos depois do horário previsto.
Tombazis pediu desculpas pelo atraso e afirmou: “Pedimos desculpas por isso, mas eu acho que foi uma reação bastante rápida.” A FIA também informou que o problema surgiu em um cenário de chuva forte e acúmulo de água no circuito, com ajustes de gerenciamento de energia preparados para pista molhada.