Fórmula 1

Ferrari enfrenta déficit de motor em 2026 enquanto ex-chefe da área integra domínio técnico da Mercedes

A Ferrari vive em 2026 uma desvantagem de motor em relação à Mercedes, líder do campeonato e vencedora de oito das 10 primeiras corridas da temporada. A equipe italiana ganhou as outras duas provas, mas a Mercedes sustentou ao longo de boa parte do ano uma vantagem de velocidade em reta sobre as rivais, em um cenário diretamente ligado ao peso das novas regras técnicas desta temporada.

Ferrari enfrenta déficit de motor em 2026 enquanto ex-chefe da área integra domínio técnico da Mercedes
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No centro desse contexto está Lorenzo Sassi, atual diretor de engenharia da Mercedes AMG High Performance Powertrains. Antes de chegar à Mercedes, ele passou 19 anos na Ferrari e teve papel de destaque no desenvolvimento da área de motores da equipe italiana.

Sassi chefiou desenvolvimento da unidade de potência da Ferrari até 2017

A passagem de Sassi pela Ferrari voltou a ganhar atenção porque ele esteve à frente do trabalho da equipe com a unidade de potência até 2017. Leo Turrini, jornalista italiano do Quotidiano, resumiu esse período ao afirmar que Sassi “liderou por anos o desenvolvimento da unidade de potência da Ferrari até 2017”.

A saída aconteceu em 2017, quando Sergio Marchionne comandava a Ferrari. O rompimento foi descrito na ocasião como resultado de um “desentendimento não explicado”, sem detalhamento público adicional sobre as circunstâncias.

Em 2026, a comparação entre os dois lados ganha ainda mais peso porque a Mercedes transformou sua eficiência em reta em vantagem recorrente nas primeiras etapas do campeonato. A Ferrari segue competitiva a ponto de ter vencido duas corridas, mas ainda abaixo da líder no desempenho de motor ao longo da temporada.

Mercedes também reúne outros nomes com passagem pela Ferrari

Sassi não é o único profissional com histórico na Ferrari hoje em posição de relevância técnica na Mercedes. Giacomo Tortora, atual diretor de design do carro da Mercedes, foi chefe de desenvolvimento de performance da Ferrari antes da mudança.

Outro nome é Riccardo Musconi, hoje chefe de simulação de mundo virtual na Mercedes. A presença desses profissionais coincide com uma temporada em que as mudanças de regulamento de 2026 alteraram o equilíbrio de desempenho entre as equipes, especialmente na área da unidade de potência.

Enquanto a Mercedes construiu a melhor sequência do grid nas 10 primeiras corridas do ano, a Ferrari ainda tenta reduzir a diferença justamente em um dos setores mais sensíveis deste regulamento: o conjunto de motor que, até aqui, ajudou a sustentar a superioridade da rival em velocidade de reta.

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Redação F1 Racing Mania

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