As mudanças vieram depois de um período de atrito interno. A convivência entre Horner e Marko havia criado um ambiente tóxico dentro da Red Bull, cenário que coincidiu com oscilações esportivas e técnicas ao longo das duas últimas temporadas.
Reestruturação técnica coincidiu com reação na pista
No lado técnico, Waché passou a liderar responsabilidades importantes a partir de 2024. Já em 2026, o RB22 começou a temporada com instabilidade, e Max Verstappen enfrentou rodadas e acidentes ligados à asa traseira apelidada de “Macarena”.
Ao longo da temporada, a Red Bull conseguiu melhorar o RB22, e a evolução se traduziu em vitórias na Malásia e em Singapura. A recuperação veio depois de um período mais difícil também em 2025, quando Verstappen venceu apenas duas das 15 primeiras corridas do ano antes de reagir com seis vitórias nas nove provas seguintes.
Mekies lidera nova fase após mudanças no comando
Com Mekies à frente da operação, a Red Bull passou a tocar sua reconstrução esportiva e interna sem duas figuras centrais do ciclo anterior. Horner e Marko deixaram a equipe em 2025, encerrando uma fase marcada por desgaste nos bastidores.
Na avaliação do jornalista Thomas Maher, do F1 Oversteer, a mudança também apareceu na postura de Pierre Waché. Maher afirmou que o dirigente francês parecia preocupado no início de 2025, mas que essa sensação diminuiu com o andamento do trabalho e a melhora do carro. A percepção, porém, é subjetiva e se baseia na leitura feita pelo comentarista durante uma entrevista recente com o diretor técnico da Red Bull.
Além de Mekies no comando e de Waché na liderança técnica, a melhora do RB22 ocorreu depois de um início de 2026 marcado por instabilidade aerodinâmica e pelos problemas ligados à asa traseira usada nas primeiras etapas.