O contexto de 2026, porém, traz mudanças importantes. A Pirelli alterou a seleção de compostos para C2, C3 e C4, depois de ter levado C1, C3 e C4 em 2025. Com isso, o composto mais duro disponível passa a ser o C2, apontado como uma opção mais competitiva para esta edição.
Mudança de compostos abre novas combinações
Na corrida de 2025, disputada com apenas uma parada, 13 pilotos utilizaram a combinação Médio-Macio. Leclerc fugiu do padrão já na largada, apostando no Macio, uma escolha que a própria Pirelli avaliou como potencialmente vantajosa. A fornecedora também destacou que “o asfalto de Austin apresenta níveis elevados de desgaste”.
O fator estratégico ganha peso porque uma passagem pelos boxes custa cerca de 21,5 segundos. Em um traçado de 5,513 quilômetros, qualquer variação de ritmo, tráfego ou degradação pode alterar o cálculo entre proteger posição de pista e buscar um stint mais agressivo com pneus de maior aderência.
Características de Austin podem favorecer apostas fora do padrão
O Circuito das Américas tem 20 curvas, e os pontos de ultrapassagem mais fortes aparecem especialmente nas curvas 1 e 12. A largura da pista permite diferentes trajetórias de entrada, o que pode ajudar pilotos que optarem por compostos com comportamento distinto em relação ao restante do pelotão.
Além disso, a gestão de energia ganhou importância em 2026 por causa das novas unidades de potência, enquanto as decisões de box podem mexer significativamente com a ordem da corrida. A própria combinação entre degradação dos pneus e necessidade de administrar energia cria espaço para estratégias alternativas, embora a repetição exata do plano usado por Leclerc em 2025 dependa de variáveis como temperatura, desgaste e posição no grid.