A movimentação aconteceu em um momento de reorganização da Mercedes na Fórmula 1. A equipe havia voltado ao campeonato como construtora em 2010 e trabalhava para se fortalecer internamente. Naquele mesmo período, Lewis Hamilton já estava confirmado para a temporada seguinte, na vaga de Michael Schumacher.
Horner recusou convite por lealdade à Red Bull
Horner decidiu permanecer onde estava e associou a escolha à relação construída dentro da Red Bull. “Eu me sinto leal ao Dietrich e à equipe”, afirmou, em referência a Dietrich Mateschitz.
Os detalhes financeiros da oferta não foram divulgados. Também não foram apresentados os termos exatos do cargo pensado pela Mercedes, além da tentativa de colocar Horner à frente do projeto em um momento em que a equipe procurava ganhar força para disputar campeonatos.
Mercedes buscava estrutura para crescer antes da chegada de Wolff
A tentativa de Lauda de recrutar Horner aconteceu antes da chegada de Toto Wolff à Mercedes. Wolff se juntou à equipe em 2013, vindo da Williams, e depois comandou o período mais vitorioso da trajetória recente da Mercedes, marcado por oito títulos consecutivos.
Sem acordo com Horner, a Mercedes seguiu por outro caminho em sua montagem de estrutura para os anos seguintes. A investida de Lauda mostra que a equipe procurava nomes já consolidados no paddock para acelerar esse processo justamente na fase em que também preparava sua nova formação de pilotos.
Red Bull manteve Horner e seguiu com Vettel em alta
Ao optar por ficar, Horner continuou na Red Bull durante a sequência do trabalho que renderia à equipe mais um título com Sebastian Vettel em 2013. Enquanto a Mercedes reformulava sua base de comando, a Red Bull preservava sua estrutura principal e manteve o dirigente no projeto.
O episódio também antecedeu a fase em que a Mercedes se consolidaria no topo da Fórmula 1 sob outra liderança, depois de não conseguir tirar Horner da Red Bull na reta final de 2012.