Além da posição no campeonato, Lawson soma quase o dobro dos pontos do companheiro Arvid Lindblad. Em outra contagem divulgada sobre a temporada, ele aparece com 65 pontos no total, sendo 51 marcados pela Racing Bulls e 14 em passagens pela Red Bull. A equipe ainda não confirmou sua formação para 2027.
Entre os defensores da permanência de Lawson está James Hinchcliffe, ex-piloto da IndyCar e comentarista sobre o mercado de pilotos da F1. Para ele, o desempenho do neozelandês já justifica a renovação. “Lawson fez mais do que o suficiente para justificar seu lugar no grid”, afirmou.
Tsolov aparece como próximo da fila por uma vaga
O principal fator de pressão sobre Lawson é o avanço de Nikola Tsolov, apontado como o próximo nome da fila por uma vaga. O piloto ocupa a segunda posição na classificação da F2. Se conquistar o título, porém, não poderá disputar outra temporada na categoria, o que aumenta a necessidade de definição sobre seu futuro.
Hinchcliffe foi direto ao tratar da disputa interna. “Se eu estivesse no comando do programa de pilotos da Red Bull, manteria a situação como está para 2027”, disse. Na mesma linha, David Croft, comentarista da Sky Sports, avaliou que a Racing Bulls não deveria mudar sua dupla para o próximo ano.
Cenário segue aberto apesar de previsões divergentes
Nem todas as avaliações externas apontam para a permanência de Lawson. Ralf Schumacher, ex-piloto de F1 e comentarista da Sky Sports Deutschland, disse: “Eu não acho que ele vai ficar”. Já o próprio Lawson reconheceu que o tema segue em discussão nos bastidores. “Há conversas acontecendo constantemente em segundo plano”, afirmou.
Do lado da estrutura da Red Bull, as manifestações públicas foram positivas sobre o desempenho de Lawson. Laurent Mekies afirmou que o piloto “fez um trabalho muito bom” nesta temporada, enquanto também elogiou Tsolov e disse que o búlgaro faz “uma temporada muito, muito forte”. Alan Permane é o chefe da Racing Bulls, mas a equipe ainda não oficializou seus pilotos para 2027.