Wache afirmou que a principal vantagem do piloto está na sensibilidade ao volante. “Acho que o principal benefício que ele tem é a sensibilidade que ele tem com o carro”, disse o dirigente. Na sequência, foi além: “É insana a capacidade que ele tem de sentir o carro”.
Leitura do carro e comunicação com os engenheiros
De acordo com Wache, o diferencial não está só na velocidade, mas na forma como Verstappen consegue traduzir em informação técnica aquilo que percebe na pista. A Red Bull considera a comunicação do piloto com os engenheiros um traço especialmente valioso, e o diretor técnico destacou que o nível de feedback do holandês é excepcional em comparação com outros pilotos.
Esse retorno detalhado, segundo a própria equipe, já aparecia desde os primeiros testes em Barcelona. A leitura precisa do carro teria ajudado a Red Bull a sair de um cenário tratado como decepcionante para voltar ao topo do desempenho.
Adaptação e agressividade também entram na avaliação
Na avaliação de Wache, a agressividade e a adaptabilidade de Verstappen também estão entre os pontos mais fortes do piloto. O comentário ajuda a contextualizar por que o atual momento do tetracampeão reforça a percepção de que ele já é colocado por muitos entre os maiores nomes da história da categoria.
Essa visão sobre Verstappen também apareceu fora da Red Bull. Jenson Button o definiu como “o melhor piloto de corrida que já pilotou um carro de F1”.
Wache ainda resumiu de forma direta como é conviver com o nível de exigência do piloto dentro da equipe: “Quando estamos ganhando, ele é um sonho. Quando estamos perdendo, ele é um pesadelo”.