A reação mais dura veio de Guenther Steiner, ex-chefe da Haas, que classificou a atitude de Norris como inadequada para um piloto da categoria. “Se você é um profissional, não faz isso”, afirmou Steiner ao comentar o episódio.
Coulthard contesta crítica de Steiner
Coulthard, ex-piloto de Fórmula 1, adotou a posição oposta e tratou a escolha de Norris como algo legítimo depois de o piloto já ter cumprido sua função principal no fim de semana. “Parabéns ao Lando por se manter firme”, disse Coulthard.
Na avaliação do ex-piloto, a cobrança feita sobre Norris exagera o peso de uma decisão tomada fora da pista. Coulthard afirmou que o piloto da McLaren já havia feito o que precisava ao competir e, por isso, poderia decidir livremente o que consumir naquele momento.
“Ele conquistou o direito de comer uma barra de chocolate ou beber um refrigerante”, declarou Coulthard, ao rebater a leitura de que a atitude teria sido antiprofissional.
Patrocínios colocaram o episódio no centro do debate
A discussão ganhou força por envolver duas marcas com presença direta no ambiente da categoria. De um lado, a McLaren mantém patrocínio da Coca-Cola. De outro, a Fórmula 1 tem vínculo comercial com a Pepsi. Foi essa sobreposição de interesses que transformou um gesto de Norris na sala dos pilotos em assunto público.
O episódio passou a ser debatido menos pelo consumo da bebida em si e mais pelo fato de o piloto não ter seguido a orientação para evitá-la naquele contexto. A partir daí, surgiram leituras opostas sobre a postura de Norris: Steiner enquadrou a situação como falta de profissionalismo, enquanto Coulthard sustentou que a obrigação do piloto já havia sido cumprida na pista.
A defesa de Coulthard se concentrou justamente nesse ponto. Para ele, depois de competir, Norris tinha o direito de fazer a própria escolha, ainda que a decisão acabasse esbarrando na disputa comercial entre patrocinadores ligados à equipe e à categoria.