Segundo Wolff, a forma de pilotar faz parte da identidade de Antonelli e tem entregado resultado à Mercedes, mas também exige controle para evitar danos e perdas desnecessárias ao longo do campeonato. “Eu acabei de falar sobre isso com o pai dele, e isso simplesmente faz parte do Kimi”, disse o dirigente.
Mercedes já precisou intervir por causa dos limites de pista
Wolff lembrou que a equipe já teve de agir em situações anteriores para conter excessos de Antonelli, especialmente nos limites de pista. Um dos casos citados por ele foi um incidente no Treino Livre 1 de Monza, em 2024, quando a Mercedes reforçou ao piloto a necessidade de respeitar as linhas brancas.
“Tivemos que colocar na cabeça dele que ele não podia passar das linhas brancas”, afirmou Wolff. A equipe já enfrentou outros problemas ligados à tendência de Antonelli de extrapolar os limites da pista, ponto que segue no radar mesmo com a boa fase do piloto em 2026.
Toque no muro na Espanha entrou na lista de alertas
Wolff também citou um episódio mais recente, no GP da Espanha, quando Antonelli raspou o muro durante a atividade e logo chamou Peter Bonnington no rádio para pedir uma checagem no carro. O W17 passou por verificação depois do contato.
O episódio foi tratado como mais um exemplo de uma pilotagem levada ao limite. Ainda assim, Wolff também destacou a capacidade de Antonelli de mudar a chave quando entra no carro. “Esse garoto consegue separar as coisas: fora do carro, é um jovem; quando entra no carro, vira piloto”, declarou.
Além da vantagem confortável na classificação, Wolff observou que o campeonato ainda pode sofrer mudanças ao longo da temporada por causa de acontecimentos inesperados, enquanto a Mercedes tenta equilibrar a velocidade de Antonelli com a necessidade de reduzir os riscos em pista.
































