A arrancada foi construída em um recorte decisivo da temporada. Câmara somou 113 pontos nas cinco rodadas mais recentes, enquanto Tsolov marcou 59 no mesmo período. A diferença ganhou peso porque as corridas principais distribuem mais pontos do que as sprints, o que ampliou o impacto dos resultados nas provas de maior pontuação.
Regularidade colocou Câmara à frente
A virada não veio apenas por picos de resultado, mas também por constância ao longo do campeonato. Câmara pontuou em 19 das 25 corridas disputadas até aqui, aproveitamento de 76%. Tsolov marcou pontos em 17 provas, o equivalente a 68%.
O dado chama atenção porque Tsolov ainda tem mais vitórias em corridas principais: quatro, contra três de Câmara. Mesmo assim, o brasileiro compensou a desvantagem em triunfos com presença mais frequente na zona de pontuação e com uma sequência mais forte no momento em que a classificação começou a mudar.
Baku teve peso extra na troca de liderança
A etapa do Azerbaijão teve influência direta na mudança no topo da tabela porque contou com três corridas, e não duas. Foi nesse fim de semana que Câmara consolidou a recuperação e saiu com sete pontos de vantagem sobre Tsolov no campeonato.
O peso do resultado em Baku se soma ao contexto da virada iniciada depois de Silverstone. Naquele momento, Tsolov tinha 47 pontos de frente; cinco etapas depois, Câmara não só eliminou a diferença como abriu margem. No recorte, o brasileiro marcou quase o dobro da pontuação do adversário direto.
Após a corrida no Azerbaijão, Câmara reconheceu a atuação de Alexander Dunne. A menção do líder do campeonato ao rival aconteceu depois de uma etapa em que a disputa na pista teve influência direta na tabela, num fim de semana também marcado pela presença de uma terceira corrida e por mais pontos disponíveis do que em uma rodada habitual.