A mudança chama atenção pelo tamanho da vantagem que Tsolov havia aberto. Em Silverstone, ele chegou a 141 pontos com seis vitórias e abriu 47 de frente sobre Câmara. Até ali, 70,5% de toda a pontuação do piloto havia sido conquistada nas sete primeiras rodadas do ano.
Queda de Tsolov coincidiu com reação de Câmara
Nas cinco etapas seguintes, o cenário mudou. Tsolov somou apenas 59 pontos no período, enquanto Câmara acumulou 113. A combinação incluiu corridas sem pontuação, erros, incidentes e dificuldades operacionais, em um recorte que alterou a disputa pelo topo da tabela.
Ao longo da temporada, Tsolov deixou de pontuar em oito corridas: quatro sprints e quatro corridas principais. Câmara zerou seis vezes. A diferença apareceu com mais peso justamente quando o campeonato entrou em sua fase mais recente, transformando uma margem confortável em desvantagem.
Etapa espanhola e Baku mudaram o campeonato
Tsolov ainda chegou à etapa espanhola com 177 pontos, 11 à frente de Câmara. O fim de semana, porém, teve forte impacto na classificação: ele abandonou a corrida sprint em Madrid e terminou a corrida principal em 18º, sem pontuar nas duas provas.
Também houve perda por punição. Tsolov foi sancionado por cruzar a linha branca na entrada do pit lane, mais um episódio em uma sequência em que um fim de semana sem pontos passou a comprometer a vantagem construída meses antes.
A virada no campeonato foi confirmada em Baku. Câmara venceu a corrida principal e assumiu a liderança da temporada, abrindo sete pontos de frente sobre Tsolov. Depois de 12 sprints e 13 corridas principais disputadas até o Azerbaijão, Alexander Dunne aparece logo atrás, com 189 pontos.