Sainz Sr. chegou a surgir como nome para a eleição, mas optou por não seguir na disputa. Ao comentar o assunto, Ben Sulayem disse: “Carlos é um bom amigo, mas acho que ele não entendeu”.
Ben Sulayem cita carga do cargo e atuação além do esporte
Ao explicar por que considera a função incompatível com os compromissos de Sainz Sr., Ben Sulayem afirmou que a presidência da FIA não se limita ao ambiente esportivo. “A presidência da FIA não é só sobre o esporte”, declarou.
Na mesma linha, o dirigente resumiu a exigência do posto com outra frase direta: “Você tem que trabalhar o tempo todo”. A avaliação dele foi apresentada no contexto da possível candidatura de Sainz Sr., que naquele momento conciliava atividades ligadas à Ford e ao Dakar.
Disputa política segue em meio a debate sobre poder na FIA
Ben Sulayem está no cargo há quase quatro anos. Mais cedo neste ano, ele articulou e conseguiu aprovar o fim do limite de mandatos para presidentes da FIA, mudança que ampliou o debate sobre concentração de poder em torno de sua gestão.
Esse ambiente político também tem sido acompanhado por receios dentro da Fórmula 1. Há pessoas no paddock que temem retaliação por se posicionarem contra Ben Sulayem, embora essa preocupação não seja unânime no meio.
A retirada de Sainz Sr. deixou Ben Sulayem sem esse nome na disputa depois de o espanhol ter emergido como possível candidato em 2025. A justificativa apresentada pelo presidente da FIA foi a incompatibilidade entre a rotina do cargo e os compromissos externos do ex-piloto com a Ford e o Dakar.