O resultado veio logo depois de um fim de semana sem pontos para Beganovic em Monza. Na entrevista após a classificação, o piloto resumiu o momento com uma frase curta: “Já fazia um tempo”.
Pista em evolução mudou a referência ao longo da sessão
A atividade teve pouca estabilidade desde o início do fim de semana. Somando Treino Livre e classificação, foram cinco bandeiras vermelhas, o que reduziu a quantidade de voltas limpas e de dados disponíveis para as equipes. Nesse cenário, a evolução da pista teve peso importante, com os tempos caindo de forma contínua e alterando a ordem ao longo da sessão.
Nas primeiras tentativas, Niko Tsolov assumiu a ponta com 1min46s328. Depois, a referência voltou a baixar conforme os pilotos encontravam mais aderência e espaço para completar voltas sem interrupções. Beganovic encaixou a volta decisiva quando restavam cinco minutos para o fim e cravou 1min44s331, marca que acabou sendo suficiente para assegurar a pole.
Dunne ficou em segundo, ainda acima da casa de dois décimos em relação ao tempo do pole. Câmara terminou em terceiro e se colocou entre os primeiros em uma classificação em que a leitura do desempenho ficou mais complexa pelas paralisações e pela mudança constante de condição da pista.
Batida de Herta travou a reta final da classificação
A sessão acabou sem chance de reação para os rivais depois do acidente de Colton Herta na saída da curva 19. A batida provocou a interrupção decisiva e impediu novas tentativas nos minutos finais, confirmando a pole de Beganovic.
Mesmo com o melhor tempo, o piloto da DAMS evitou tratar a classificação como definição do fim de semana. “Ainda temos a corrida no domingo e Baku”, disse.
Dunne, piloto da Rodin Motorsport, também apontou dificuldade para a sequência da rodada e afirmou que “vai ser uma situação complicada” ao falar das condições de corrida. Câmara, terceiro no grid, projetou a prova deste sábado com foco em consistência: “Amanhã vai ser muito importante fazer uma corrida completa”.