De acordo com Dollner, a fabricante pretende conduzir essa operação por meio de um processo estruturado. A Audi já havia aberto espaço para sócios anteriormente, quando o fundo soberano do Catar comprou parte das ações da equipe.
O executivo afirmou que a diluição de custos do programa já fazia parte do desenho do projeto antes mesmo da entrada da Audi na Fórmula 1 em 2026. Por isso, a recente venda de participações, segundo ele, não foi provocada pela crise financeira do Grupo Volkswagen.
Audi diz que projeto está financeiramente sólido
Dollner rejeitou a leitura de que a Audi esteja sendo forçada a buscar novos investidores por fragilidade no programa. “Com a estrutura que escolhemos, estamos em uma posição sólida”, disse o CEO.
Ele também indicou que há procura relevante por uma participação na operação. “O interesse é muito grande, posso afirmar”, declarou, sem detalhar quais investidores estão envolvidos nem como será conduzida a venda.
A fabricante não explicou publicamente os próximos passos do processo nem quais fatias poderiam ser negociadas.
Meta é transformar a presença na F1 em lucro
Além de defender a saúde financeira do projeto, a Audi trabalha com a expectativa de obter retorno financeiro com a Fórmula 1 no médio prazo. Dentro do planejamento esportivo, a marca estabeleceu como objetivos disputar um pódio em 2028 e brigar por um título mundial em 2030.
Ao tratar da gestão da equipe, Dollner indicou que o comando precisa ser centralizado. “Não se pode administrar a F1 por meio de um processo democrático”, afirmou. Ele também reconheceu que o caminho até essas metas pode ter obstáculos: “Mas também enfrentaremos contratempos.”