Segundo as informações disponíveis, o conjunto novo reduziu o peso do carro em cerca de 15 quilos e permitiu à equipe encurtar as relações de marcha do AMR26 para melhorar a aceleração. Na prática, isso fez o carro reagir melhor nas saídas e nas retomadas, especialmente em faixas intermediárias de velocidade.
AMR26 passou a responder melhor entre terceira e quinta marcha
O efeito mais claro apareceu na aceleração. Em terceira, quarta e quinta marchas, o AMR26 superou a Ferrari nesse aspecto. O ganho ajuda a explicar por que a Aston Martin conseguiu extrair mais desempenho mesmo sem mexer na aerodinâmica em Sepang.
Ao mesmo tempo, a melhora não eliminou uma limitação importante do pacote. Quando a velocidade passava de 300 km/h, a Aston Martin seguia vulnerável, um sinal de que o avanço com o câmbio e com o acerto de relações não resolveu todos os pontos fracos do carro.
Resultado em Sepang veio sem pacote aerodinâmico novo
O dado chama atenção porque a etapa marcou o melhor fim de semana da equipe em 2026 sem a introdução de peças aerodinâmicas novas. Alonso terminou em oitavo, sua melhor colocação no ano, e o time finalmente levou os dois carros ao Q2.
O contexto técnico indica que a Aston Martin encontrou desempenho por uma via menos visível, concentrada na transmissão e no comportamento do carro em aceleração. Ainda assim, o cenário não apaga as limitações da unidade de potência da Honda, descrita como carente de potência apesar das atualizações já feitas.
Em Sepang, Alonso ainda foi chamado de “mestre do caos” por Oscar Piastri, depois de conquistar seu melhor resultado da temporada no fim de semana mais competitivo da Aston Martin até aqui em 2026.