A classificação marcou a primeira vez no ano em que os dois carros da equipe avançaram juntos para a segunda parte do treino classificatório. Também foi apenas a segunda participação de um piloto da Aston Martin no Q2 em 2026. Antes disso, Alonso havia chegado a essa fase no GP da Hungria.
Trabalho entre TL2 e TL3 mudou o comportamento do carro
O avanço veio após um trabalho concentrado entre o Treino Livre 2 e o Treino Livre 3. A equipe fez uma análise detalhada dos dados colhidos no TL2 e aplicou mudanças em áreas ligadas ao gerenciamento de energia e à dirigibilidade do carro.
Esses ajustes tiveram relação especial com o turbo atualizado, um dos pontos observados no acerto feito antes da classificação. Shintaro Orihara, gerente-geral e engenheiro-chefe da Honda, responsável pela análise técnica do conjunto, resumiu o processo ao dizer: “Fizemos muitas análises de dados.”
Segundo Orihara, o comportamento do pacote em Sepang ficou dentro do que a fabricante esperava. “Nosso pacote está funcionando como esperado”, afirmou o dirigente da Honda sobre as condições encontradas no fim de semana.
Resultado vem após sequência de problemas técnicos
O desempenho da Aston Martin acontece em uma temporada em que a Honda ainda lida com dificuldades técnicas no conjunto. Entre os problemas citados estão questões de integração, falhas de confiabilidade da bateria e vibrações persistentes na unidade de potência.
Dentro desse cenário, a ida dos dois carros ao Q2 representou um passo adiante em relação ao que a equipe vinha conseguindo até aqui em 2026. O salto apareceu depois das correções feitas no intervalo entre as sessões, especialmente no trabalho de energia e resposta do carro.
A preparação para a corrida também levou em conta condições variáveis. Orihara afirmou que a Honda trabalhou para cobrir diferentes possibilidades: “Estaremos prontos para todos os cenários de corrida.”































