Vasseur está no comando da Ferrari desde dezembro de 2022, mas sua situação continua sob escrutínio enquanto a equipe busca voltar a conquistar um título. A Ferrari não vence o Mundial de Pilotos desde 2007, e a pressão sobre o cargo permanece ligada à espera por esse resultado.
Domenicali cita experiência própria no comando da Ferrari
Hoje CEO da Fórmula 1, Domenicali conhece o posto por dentro: ele foi chefe da Ferrari entre 2008 e 2014. Ao comentar o cenário atual, descreveu o nível de exigência que acompanha a função. “Há muita pressão, e quem nunca viveu isso não consegue entender”, afirmou.
Na avaliação de Domenicali, a resistência pessoal é parte central do trabalho. “Se você não for forte consigo mesmo, não faz sentido fazer esse trabalho”, disse o dirigente ao falar sobre o comando da Ferrari.
Ferrari tenta transformar vitórias na temporada em disputa por título
A equipe já venceu duas vezes nesta temporada, com Lewis Hamilton em Barcelona e Charles Leclerc na Grã-Bretanha. Mesmo assim, a cobrança não diminuiu, porque o desempenho ainda não se converteu em uma campanha de título no Mundial de Pilotos.
Hamilton, um dos vencedores da Ferrari no ano, está 103 pontos atrás de Andrea Kimi Antonelli. O dado ajuda a explicar por que a avaliação sobre o trabalho de Vasseur continua ligada menos a resultados isolados e mais à capacidade da equipe de voltar a decidir campeonatos.
CEO da F1 pede tempo de trabalho para Vasseur e a equipe
Domenicali também defendeu que Vasseur receba espaço para conduzir o projeto. “Precisamos deixar Fred e a equipe trabalharem para trazer um resultado esportivo importante”, declarou.
O respaldo público da Ferrari a Vasseur acompanha essa linha. Embora a pressão sobre o chefe da equipe permaneça até que a Ferrari volte a ganhar um título, a manifestação oficial da equipe é de confiança em seu trabalho, com vínculo já assegurado até 2027.