Antes de chegar a essa definição, a direção da pista analisou o que seria preciso mudar para obter a homologação. Mark van Aalderen, diretor do TT Circuit Assen, afirmou: “A administração havia solicitado à FIA uma avaliação das modificações necessárias.”
Após esse levantamento, a direção e o conselho do circuito optaram por não realizar as obras e adaptações exigidas para buscar a licença. A decisão esfria a possibilidade de Assen aparecer como solução para uma eventual vaga no calendário em 2027.
Licença Grau 1 barrou avanço do projeto
A principal barreira para a candidatura de Assen é regulatória. Sem a licença Grau 1, o circuito não pode receber um GP de Fórmula 1. A administração da pista chegou a estudar os cenários necessários para atingir esse padrão, em um processo que incluiu contato com a FIA para mapear as intervenções requeridas.
Esse movimento vinha na esteira de conversas anteriores entre Assen e a Fórmula 1 sobre formatos diferentes de presença no calendário. Ainda assim, a pista não transformou essas tratativas em um projeto em fase de execução.
Falta de perspectiva no calendário pesou na decisão
Além da questão técnica, o circuito também esbarrou no horizonte comercial e esportivo da própria categoria. A avaliação interna foi de que não existe perspectiva de uma vaga permanente no calendário até 2030, fator que entrou no cálculo para não bancar os investimentos necessários à licença.
Nos bastidores, seguem circulando sinais diferentes sobre o futuro calendário da Fórmula 1, mas Assen não é tratado atualmente como alternativa pela FOM. Com isso, a pista fica fora dos planos imediatos como possível substituta ou nova sede da categoria em 2027.
O nome de Hermann Tilke aparece entre os envolvidos no contexto das discussões sobre adequações de traçado e infraestrutura, mas a definição tomada pelo circuito foi interromper o avanço do projeto antes de qualquer passo concreto para homologação Grau 1.