Sainz, que também é presidente da GPDA, a associação dos pilotos, colocou em dúvida o otimismo demonstrado por FIA e Fórmula 1 sobre a manutenção das provas. “Eles parecem muito convencidos de que vai acontecer”, disse o piloto. Na sequência, adotou um tom cauteloso ao comentar o cenário atual: “Acho que, pessoalmente, é muito difícil estar convencido agora.”
O piloto também citou a velocidade com que o contexto pode mudar nas próximas semanas. “O mundo pode mudar muito no próximo mês e meio”, afirmou, ao tratar das implicações do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã e de seus possíveis reflexos sobre as corridas programadas para a reta final do calendário.
FIA ainda não fechou decisão definitiva sobre as provas
As corridas no Catar e em Abu Dhabi seguem previstas para o encerramento da temporada 2026, mas ainda não há uma definição definitiva sobre sua realização. Entre os dirigentes, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, sustenta que as provas serão disputadas.
Mesmo com a posição pública da FIA, Sainz indicou que a palavra final cabe aos responsáveis pela avaliação de segurança. “Precisamos seguir a orientação deles e confiar na decisão deles”, declarou.
Williams divulga comunicado com posição revista do piloto
Depois da repercussão das declarações iniciais, a Williams divulgou um comunicado com a posição revista de Sainz. No texto, o piloto passou a enfatizar confiança nas entidades que comandam a categoria para conduzir o tema.
Na manifestação posterior, Sainz disse confiar que FIA e Fórmula 1 vão agir corretamente em relação às duas etapas. “Confio plenamente que eles vão tomar a decisão certa”, afirmou.
As duas provas continuam no calendário de 2026, enquanto a situação política e de segurança segue como fator de incerteza para a decisão final sobre a realização dos eventos.