O piloto da McLaren relatou que os impactos provocados pelos solavancos acabam sendo transmitidos diretamente ao cockpit e atingem sua cabeça durante a volta. “Tem muitos lugares em que eu preciso tomar comprimidos para dor de cabeça antes de sair”, disse Norris ao comentar as condições da pista.
O problema ganha peso maior com a configuração atual dos carros da Fórmula 1, que andam muito próximos do chão. No fim da reta, a altura chega a 10 mm, o que reduz a margem para absorver imperfeições do asfalto e aumenta o efeito das ondulações sobre o carro e o piloto.
Carros baixos ampliam efeito das irregularidades
Além da proximidade com o solo, Norris associou a discussão às exigências técnicas para construção dos circuitos. Segundo ele, os padrões atuais trabalham com tolerâncias pequenas, mas isso não impede que pistas mais antigas ou desgastadas provoquem desconforto importante para quem está no carro.
Ao falar sobre Austin, Norris indicou que a combinação entre o traçado irregular e a altura reduzida dos carros faz com que os movimentos sejam mais violentos dentro do cockpit. Nessa condição, sua cabeça chega a bater nos apoios laterais.
Russell cobra repavimentação mais frequente
George Russell, piloto da Mercedes, defendeu uma manutenção mais constante dos autódromos usados pela categoria. “As pistas da Fórmula 1 provavelmente precisam ser repavimentadas a cada dois anos”, afirmou.
Russell também citou o desgaste do piso em parte dos circuitos do calendário. “Estamos indo agora para pistas em que o asfalto está levantando”, declarou. A observação do piloto da Mercedes vai na mesma linha das reclamações em Austin, onde as ondulações voltaram a ser tema entre os competidores neste fim de semana.
Norris também comentou que, se uma pista fosse construída hoje, as regras de construção exigiriam tolerâncias bem pequenas, ponto ligado ao debate sobre a qualidade do asfalto e à dificuldade de manter esse padrão ao longo do tempo em autódromos já em uso.