Sem as informações do sensor, Mercedes e Antonelli passaram a depender basicamente da sensação do piloto no carro para administrar a situação ao longo da prova. Durante a corrida, ele relatou um pedal de freio excessivamente longo, quadro que ficou mais evidente na relargada após a intervenção do Safety Car Virtual.
“Quando fui frear, não aconteceu nada. Minha capacidade de frenagem estava muito ruim”, afirmou Antonelli depois da prova.
Problema apareceu com mais força após a relargada
Para contornar a limitação, Antonelli passou a aliviar o acelerador antes dos pontos de frenagem, numa tentativa de reduzir a exigência sobre o sistema nas entradas de curva. O cenário ficou mais complicado pelo calor e pelo longo período atrás de outro carro, o que aumentou a dificuldade para controlar as temperaturas.
“Passei três quartos da corrida atrás de um carro, em ar sujo, e obviamente com muito calor”, disse o piloto da Mercedes. Sobre o estado dos freios, acrescentou: “Eles estavam quentes, porque eu conseguia até sentir o cheiro.”
A combinação entre temperatura elevada, tempo prolongado em tráfego e falta de dados eletrônicos obrigou a equipe a atravessar a corrida sem uma leitura completa do comportamento dos freios. O relato de Antonelli indica que a limitação não era apenas de desempenho puro, mas também de confiança nas zonas de frenagem.
Mercedes ainda tenta entender pacote de atualizações
Antonelli também comentou o pacote de atualizações da Mercedes, usado pela segunda vez após as dificuldades já encontradas na Malásia. Segundo a avaliação relatada, o conjunto ainda não funciona de maneira ideal em pistas de baixa velocidade.
Ao mesmo tempo, o piloto afirmou que a equipe já percebeu pontos positivos no novo pacote em trechos específicos. “Sentimos o potencial e o desempenho que ele pode trazer em certas curvas”, afirmou Antonelli.
































