Ao falar sobre o tema, Alonso afastou a ideia de que sua decisão esteja diretamente ligada ao carro atual. “Não se trata exatamente do carro”, disse. Em seguida, resumiu o ponto central: “A questão principal é o regulamento.”
Regulamento aparece como fator central para decisão
Alonso também demonstrou incômodo com o cenário técnico atual da categoria. “Essa não é a Fórmula 1 com a qual crescemos”, afirmou, ao comparar a fase atual da categoria com épocas anteriores.
O contexto esportivo da Aston Martin ajuda a explicar por que o debate sobre 2027 e os próximos regulamentos ganhou peso nas declarações do piloto. A equipe está atualmente na penúltima posição do campeonato e Alonso marcou seu segundo resultado nos pontos no ano ao terminar em nono em Zandvoort. Em outro recorte da temporada, ele soma apenas três pontos em 12 etapas.
Aston Martin levou atualizações recentes no carro e na unidade de potência
Nas duas corridas mais recentes, a Aston Martin estreou atualizações no chassi do AMR26 e na unidade de potência da Honda. Zandvoort, porém, apresentou dificuldades ligadas à dirigibilidade do motor e à percepção de potência, em um fim de semana que serviu também como referência para a equipe avaliar o pacote.
Alonso destacou a importância de avanços tanto no carro quanto no conjunto de motor para o próximo ano. Sobre a Honda, foi direto: “Confio 100% na Honda.”
Mesmo sem definir se continuará na Fórmula 1 após o fim do atual contrato, Alonso indicou que a motivação para competir não é o problema. “Acho que estarei motivado até os 80 ou 90 anos”, disse o piloto da Aston Martin.