“O pneu macio foi muito bom nessa corrida, bom até demais”, disse Albon. Na etapa, a Pirelli levou os compostos C3, C4 e C5, equivalentes a duros, médios e macios, e os mais macios conseguiram completar boa parte da prova sem a perda de rendimento que normalmente se espera desse tipo de pneu.
O padrão apareceu também nas escolhas de estratégia. Nenhum piloto usou os duros na Sprint. Na corrida principal, Albon e Lewis Hamilton largaram com os médios e foram cedo para os macios. Hamilton só passou a perder rendimento no fim do stint, depois de 44 voltas com pneus usados.
Albon liga comportamento à pressão traseira mais alta
Segundo Albon, a mudança mais importante está nas pressões adotadas neste regulamento. “As pressões traseiras subiram demais”, afirmou o piloto da Williams.
Em 2026, a Pirelli elevou essas pressões por causa dos novos riscos associados aos carros. Os pneus também foram desenvolvidos inicialmente com base em níveis de pressão aerodinâmica esperados, o que ajuda a explicar por que o comportamento visto na pista pode ter saído do cenário previsto no desenvolvimento.
Modo aerodinâmico de baixa resistência entrou na discussão
Albon também citou o modo aerodinâmico de baixa resistência nas retas como um possível fator adicional. Esse recurso pode reduzir a carga sobre o carro e alterar a forma como os pneus trabalham ao longo da volta.
“Seria melhor tirar o modo aerodinâmico das retas”, disse Albon ao comentar a possibilidade de esse efeito estar ligado ao comportamento dos compostos e às falhas observadas no sistema.
O piloto acrescentou que o mesmo tipo de comportamento já havia aparecido no GP do Azerbaijão, o que indica que o rendimento acima do esperado dos macios não ficou restrito a uma única corrida.