Fórmula 1

Albon aponta pressão maior nos pneus traseiros como fator para desgaste menor do que o esperado em 2026

Alex Albon afirmou que o aumento das pressões dos pneus traseiros na Fórmula 1 em 2026 está produzindo um efeito inesperado: os compostos estão se desgastando menos do que o previsto. O piloto da Williams disse que o comportamento ficou claro em Singapura, onde os pneus macios da Pirelli sustentaram desempenho competitivo por uma distância incomum.

Albon aponta pressão maior nos pneus traseiros como fator para desgaste menor do que o esperado em 2026
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“O pneu macio foi muito bom nessa corrida, bom até demais”, disse Albon. Na etapa, a Pirelli levou os compostos C3, C4 e C5, equivalentes a duros, médios e macios, e os mais macios conseguiram completar boa parte da prova sem a perda de rendimento que normalmente se espera desse tipo de pneu.

O padrão apareceu também nas escolhas de estratégia. Nenhum piloto usou os duros na Sprint. Na corrida principal, Albon e Lewis Hamilton largaram com os médios e foram cedo para os macios. Hamilton só passou a perder rendimento no fim do stint, depois de 44 voltas com pneus usados.

Albon liga comportamento à pressão traseira mais alta

Segundo Albon, a mudança mais importante está nas pressões adotadas neste regulamento. “As pressões traseiras subiram demais”, afirmou o piloto da Williams.

Em 2026, a Pirelli elevou essas pressões por causa dos novos riscos associados aos carros. Os pneus também foram desenvolvidos inicialmente com base em níveis de pressão aerodinâmica esperados, o que ajuda a explicar por que o comportamento visto na pista pode ter saído do cenário previsto no desenvolvimento.

Modo aerodinâmico de baixa resistência entrou na discussão

Albon também citou o modo aerodinâmico de baixa resistência nas retas como um possível fator adicional. Esse recurso pode reduzir a carga sobre o carro e alterar a forma como os pneus trabalham ao longo da volta.

“Seria melhor tirar o modo aerodinâmico das retas”, disse Albon ao comentar a possibilidade de esse efeito estar ligado ao comportamento dos compostos e às falhas observadas no sistema.

O piloto acrescentou que o mesmo tipo de comportamento já havia aparecido no GP do Azerbaijão, o que indica que o rendimento acima do esperado dos macios não ficou restrito a uma única corrida.

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Redação F1 Racing Mania

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