Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, minimizou a possibilidade de a decisão sair já nesta corrida. “Acho que a chance real disso acontecer em Austin é algo como uma em 25”, afirmou.
A postura da equipe passa por uma prioridade mais imediata: recuperar o melhor rendimento do carro em um momento em que a Mercedes reconhece perda de desempenho recente em relação às rivais. Em vez de concentrar o discurso na matemática do campeonato, a equipe direciona a atenção para a execução do fim de semana.
Mercedes coloca desempenho do carro acima da conta pelo título
Ao explicar a abordagem da equipe, Lord resumiu o foco técnico para a etapa. “Nosso foco é colocar o carro na janela ideal de funcionamento”, disse o dirigente.
A fala vem em um cenário no qual os adversários ganharam terreno nas corridas mais recentes. Max Verstappen e a Red Bull Racing venceram os dois GPs anteriores, enquanto a prova mais recente também terminou com um pódio para Lewis Hamilton e outro para Charles Leclerc.
Mesmo com esse avanço dos concorrentes, a Mercedes ainda sustenta folga importante na classificação por equipes. A vantagem é de 134 pontos sobre a Ferrari e de 246 sobre a Red Bull. A McLaren aparece 239 pontos atrás da líder.
Eficiência nos boxes segue como trunfo em fase de oscilação
Se os resultados recentes indicam uma disputa mais apertada na pista, a operação de boxes da Mercedes segue entregando um dado positivo. A equipe registrou o pit stop mais veloz pelo segundo fim de semana consecutivo.
O número acompanha mudanças feitas pela Mercedes no próprio grupo de pit stops, em um contexto de ajustes operacionais para manter eficiência mesmo com a oscilação de desempenho do carro. Enquanto Antonelli ainda depende de uma combinação ampla para sair campeão já nos Estados Unidos, a Mercedes chega à etapa com vantagem confortável nos construtores e tentando recolocar o carro na faixa ideal de rendimento.