“Olhando para trás, eu gostaria de ter tido, naquela época, os 10 anos a mais de experiência”, disse Wolff. Em seguida, resumiu sua avaliação sobre a gestão do confronto entre os dois pilotos: “A culpa foi minha.”
A temporada terminou com definição apenas na corrida final, quando Rosberg garantiu o título ao terminar em segundo lugar. A diferença mínima na tabela manteve a disputa aberta até o fim e transformou a relação entre os companheiros de equipe em um dos temas centrais daquele campeonato.
Corrida decisiva teve Hamilton reduzindo o ritmo na ponta
No desfecho da temporada, Hamilton desacelerou de forma intencional com o objetivo de aproximar outros adversários de Rosberg. A manobra aumentava a pressão sobre o companheiro de equipe em uma situação em que o campeonato ainda estava em jogo.
Durante a prova, a Mercedes ordenou que Hamilton aumentasse a velocidade. A instrução partiu em meio a uma corrida que já carregava o peso de meses de tensão interna, com a equipe tentando intervir diretamente na condução da disputa entre seus pilotos.
Wolff revê a condução de uma disputa interna que foi até a última volta do campeonato
Ao falar sobre o tema, Wolff associou sua avaliação atual à experiência acumulada desde então. A declaração recoloca em foco não apenas a rivalidade entre Hamilton e Rosberg, mas também a maneira como a Mercedes administrou uma briga pelo título entre dois carros da própria equipe.
O episódio da corrida final concentrou os elementos mais sensíveis daquele campeonato: liderança de Hamilton, Rosberg em posição suficiente para ser campeão, margem de apenas cinco pontos entre os dois e uma ordem da Mercedes para que o piloto da frente acelerasse. Rosberg terminou a prova em segundo lugar e confirmou o título naquela decisão.