Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes, afirmou que a decisão não passou só por desempenho em pista. “O teto de gastos fez parte do motivo pelo qual realizamos o experimento em Singapura”, disse.
A referência mais favorável para a configuração antiga era o resultado obtido por Russell em Baku, onde ele venceu com essa versão do carro. Em paralelo, a avaliação técnica da Mercedes indicou que o carro atualizado chegou a gerar mais downforce, mas sem uma distribuição consistente, o que abriu dúvidas sobre o comportamento do novo conjunto.
Sepang dificultou a leitura do novo pacote
Segundo Simone Resta, vice-diretor técnico da Mercedes, as características de Sepang atrapalharam a análise do pacote novo. “É uma pista bastante difícil, com asfalto muito diferente e condições muito variáveis”, afirmou.
A equipe considerou que esse cenário pesou na resposta abaixo do esperado do carro atualizado. Como Sepang foi tratada internamente como uma pista muito diferente em relação a outros circuitos da Fórmula 1, a Mercedes levou a comparação adiante na etapa seguinte, em um ambiente distinto.
Singapura serviu para comparar soluções no fim de semana
Resta explicou que a Mercedes usou Singapura para acelerar essa checagem entre pacotes. “Fizemos um teste imediatamente para ver como estamos com o pacote”, afirmou o dirigente.
Além de escalar Russell com a especificação anterior, a Mercedes também levou uma nova asa dianteira para Singapura. A peça, porém, não foi usada na corrida, embora tenha feito parte do trabalho de avaliação realizado pela equipe ao longo do fim de semana.
Enquanto Russell avançou até a nona posição depois de sair da parte de trás do grid, Andrea Kimi Antonelli terminou no pódio. Lord afirmou que os dados reunidos na etapa já foram incorporados ao planejamento da equipe: “Aprendemos coisas que, esperamos, vão nos permitir começar com o pé direito em Austin”.
































