“Eu o chamava de ‘quadra de squash do automobilismo’, porque tudo o que você jogava nele voltava”, afirmou Valkenburg ao relatar como eram as entrevistas com Horner. Em outro trecho, resumiu a experiência de forma ainda mais direta: “Ele é um cara muito legal; trabalhei bem com ele, mas era super frustrante de entrevistar.”
Leitura de Valkenburg passa pela atuação política de Horner
Valkenburg associou essa dificuldade ao modo como Horner se movimentou por anos dentro da Fórmula 1. “Mérito dele: ele sobreviveu por muito tempo por causa disso”, disse o comentarista, ao tratar da habilidade política do dirigente.
Horner é citado como um dos chefes de equipe mais importantes da história da categoria. Na passagem pela Red Bull, esteve ligado a movimentos de peso, entre eles a contratação de Adrian Newey. Também houve uma investida pelo cargo ocupado por Fred Vasseur na Ferrari, iniciativa que mais tarde foi retirada.
Declarações surgem em meio a mudanças na Red Bull
O relato de Valkenburg aparece num momento em que a Red Bull vive mudanças fora das pistas. A equipe foi deixada de lado nas avaliações da FIA para 2026 relacionadas à ADUO, e Laurent Mekies passou a ser o chefe de equipe encarregado de tentar reverter esse resultado.
Esse contexto mantém o nome de Horner no centro das conversas da Fórmula 1 mesmo fora de um fim de semana de corrida. Ao mesmo tempo em que revisita sua trajetória na Red Bull com o lançamento do livro, o dirigente segue associado a um período que incluiu decisões estruturais importantes dentro da equipe.
O futuro de Horner na Fórmula 1 permanece indefinido, enquanto Mekies conduz a tentativa de mudar o quadro da Red Bull nas avaliações da FIA para 2026 ligadas à ADUO.