A indicação mais direta sobre esse caminho veio de Alan Permane, chefe da Racing Bulls, ao tratar das opções de pilotos para 2027. “Tsolov é o próximo da fila para uma vaga na Fórmula 1”, disse o dirigente.
Se a mudança for confirmada, Lawson deixará a categoria depois de quatro anos na F1. Ao mesmo tempo, Lindblad seguiria na equipe e passaria a ocupar um papel mais sênior dentro da formação mesmo aos 19 anos.
Equipe vive bom momento no campeonato enquanto avalia a formação
A discussão sobre a escalação acontece com a Racing Bulls na quinta posição do campeonato de construtores. A equipe também tem a seu favor um contexto técnico estável: o VCARB 03 na especificação de 2026 é visto como o carro mais dócil do grid.
Esse dado técnico pesa no debate interno porque um carro mais previsível tende a oferecer um ambiente menos agressivo para adaptação e acerto. Em uma estrutura que já tem Lindblad projetado para seguir, a entrada de Tsolov abriria espaço para uma nova formação em torno de um carro considerado amigável.
Rotatividade de pilotos é um ponto sensível para a Racing Bulls
Ao mesmo tempo, a possibilidade de nova troca esbarra em um problema recorrente: mudanças frequentes de pilotos atrapalham tanto os engenheiros quanto os próprios competidores. A continuidade da dupla pode influenciar o trabalho de desenvolvimento e a rotina operacional ao longo da temporada.
No caso de Lawson, a eventual saída encerraria um ciclo de quatro anos na Fórmula 1. Para Lindblad, o efeito seria o oposto: a permanência o colocaria em uma posição de referência interna mais cedo, com status mais alto na equipe já na próxima campanha.
Tsolov, por sua vez, foi apontado por Permane como o próximo integrante do programa da Red Bull na fila por uma vaga na categoria, o que mantém seu nome no centro das decisões da Racing Bulls para 2027.