“Aprendi uma lição dolorosa ao escolher uma estratégia que, no fim, não funcionou”, disse Hamilton.
O episódio colocou novamente a estratégia da Ferrari sob pressão, no segundo fim de semana seguido de questionamentos sobre as decisões da equipe em corrida. A chamada não atendida por Hamilton durante a volta 39 do Virtual Safety Car foi apontada como um momento decisivo para o resultado final.
Virtual Safety Car virou ponto central da perda de resultado
No cenário da corrida, a janela de parada sob Virtual Safety Car tinha peso importante porque esse tipo de neutralização interfere diretamente no tempo perdido nos boxes. Hamilton, porém, optou por seguir na pista, contrariando a orientação da Ferrari. O resultado foi a perda de uma oportunidade considerada crucial para sustentar uma chegada entre os três primeiros.
Na análise de Bernie Collins, ex-chefe de estratégia e hoje comentarista da Sky Sports F1, o caso vai além de um erro pontual de leitura de corrida. “Isso mostra, de forma mais ampla, que o Lewis não está confiando nessa equipe da Ferrari”, afirmou.
Ferrari chega a novo desgaste após fim de semana anterior turbulento
A discussão acontece logo depois de outro fim de semana complicado para a Ferrari em termos estratégicos. Na etapa anterior, os dois pilotos da equipe sofreram contratempos logo no início ao largarem com pneus slick em condições molhadas. Ainda assim, Hamilton conseguiu salvar um terceiro lugar ao permanecer mais tempo na pista com esse composto do que Charles Leclerc.
Além da decisão durante o Virtual Safety Car, também houve questionamento sobre a escolha de Hamilton de largar com pneus médios. O conjunto de decisões ampliou o debate sobre a comunicação entre piloto e muro dos boxes.
Karun Chandhok, ex-piloto e analista da Sky Sports F1, afirmou que a Ferrari precisa rever a forma como trata esse tipo de definição. “Eles precisam de algum tipo de reinício na maneira como abordam as discussões de estratégia”, disse Chandhok.