A corrida está prevista para estrear no início da década de 2030 e marcará o retorno da Fórmula 1 ao continente africano depois de mais de três décadas. A categoria não disputa uma prova na África desde 1993, quando foi realizado o GP da África do Sul.
Anistia aponta uso do esporte para melhorar imagem de Ruanda
Felix Jakens, chefe de campanhas da Anistia Internacional e responsável pelas críticas ao acordo, afirmou que a iniciativa representa “um prêmio de sportswashing para as autoridades ruandesas”. A expressão é usada para definir o uso do esporte como ferramenta de melhora de reputação internacional.
Entre os pontos levantados pela organização estão denúncias de detenções arbitrárias e repressão à liberdade de expressão em Ruanda. Também há referências a acusações feitas pela ONU e a críticas anteriores da própria Anistia sobre a atuação ruandesa na República Democrática do Congo.
F1 e FIA defendem impacto do projeto
Do lado dos organizadores, o discurso foi de valorização do evento como plataforma de desenvolvimento. Stefano Domenicali, CEO da F1, falou em “benefícios econômicos e sociais duradouros” ao tratar do impacto esperado do GP da África.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, também celebrou o acordo e afirmou que se trata de “um momento importante para o país”.
Ruanda amplia presença no esporte
O acordo com a Fórmula 1 se insere em uma estratégia mais ampla de presença de Ruanda no esporte internacional. A marca Visit Rwanda aparece como patrocinadora do futuro GP, e o país já ampliou sua atuação em competições e organizações esportivas.
Além da parceria com a F1, a presença de Visit Rwanda no esporte já alcança outras propriedades esportivas, em um movimento que agora ganha nova dimensão com a confirmação do projeto para receber uma corrida da categoria em Kigali.