Ao falar sobre o estágio do trabalho da Red Bull Powertrains, responsável pelos motores produzidos internamente, Waché disse que o potencial “é enorme” e classificou o momento do projeto como “quatro ou cinco” em uma escala de 10. A combinação entre desempenho já reconhecido e perspectiva de crescimento tende a alimentar a resistência de rivais a qualquer alteração regulatória nesse ponto.
Como funciona o ponto de atrito no ADUO
O ADUO foi introduzido junto com as regras de 2026 e, no formato atual, mede a potência de cada motor de combustão interna. O sistema, porém, não testa a entrega de potência da bateria, que também faz parte do conjunto da unidade de potência.
Esse recorte técnico está no centro da insatisfação da Red Bull. Laurent Mekies, chefe da equipe, afirmou que a Red Bull “foi tratada de forma injusta pelas regras do ADUO”. A reclamação da equipe se concentra justamente no fato de o mecanismo considerar a parte do motor de combustão interna, sem abranger a parcela elétrica do conjunto.
Momento esportivo e margem de evolução
A discussão regulatória acontece em um momento de recuperação da Red Bull na temporada. Depois de um início lento, a equipe mostrou avanço recente, com vitórias de Max Verstappen na Malásia e em Singapura.
Esse cenário ganha relevância porque a própria avaliação interna aponta que o projeto ainda está longe do teto de desenvolvimento. Ao dizer que o trabalho está apenas em “quatro ou cinco”, Waché indicou que a Red Bull vê espaço considerável para extrair mais desempenho do motor construído pela Red Bull Powertrains.
Entre as equipes citadas no cenário da disputa técnica estão Mercedes, McLaren e Ferrari, concorrentes diretas em um momento em que o debate sobre a aplicação das regras do ADUO segue aberto no paddock.