Ao responder sobre essas versões, Horner foi direto: “Não, foi uma decisão da Red Bull”. Na mesma linha, resumiu sua leitura sobre o processo ao dizer que “havia uma sensação de que poder demais estava concentrado nas minhas mãos”.
Ex-chefe da Red Bull relata fim de ciclo após 20 anos
Horner comandou a Red Bull por 20 anos, período em que a equipe conquistou seis títulos mundiais de construtores e oito de pilotos. Na entrevista, ele relacionou sua demissão ao novo equilíbrio interno da companhia depois da morte de Mateschitz, fundador da Red Bull, no fim de 2022.
Sem atribuir sua saída a uma disputa específica com Verstappen ou ao entorno do piloto, Horner manteve a explicação centrada na decisão da empresa. A relação exata entre os rumores internos e a demissão não foi detalhada.
Ao falar sobre o encerramento da passagem pela equipe, Horner descreveu o desfecho em tom amargo. “Foi particularmente brutal e triste terminar daquela forma”, afirmou.
Período final teve desgaste pessoal e mudanças na estrutura da operação
Horner também disse que o contexto dos meses anteriores já era pesado. “Os últimos dois anos tinham sido bastante difíceis”, declarou. Entre os fatos pessoais citados nesse período está a morte de sua ex-esposa, Beverley Allen, antes de sua demissão.
Durante sua gestão, uma das principais frentes de expansão da operação foi a criação da Red Bull Powertrains, estrutura voltada à unidade de potência. Horner também lembrou o crescimento da equipe ao longo de sua administração: quando a operação foi montada, tinha 400 funcionários; depois, chegou a 2200.
A mudança no comando encerrou uma das mais longas passagens de um chefe de equipe na Fórmula 1 e abriu espaço para uma nova direção na Red Bull, hoje sob Laurent Mekies, enquanto Oliver Mintzlaff aparece entre os nomes centrais da estrutura de comando da empresa citados no contexto dessa transição.