Com o anúncio, Ruanda será o terceiro país africano a receber uma etapa da Fórmula 1. Até hoje, apenas Marrocos e África do Sul sediaram corridas da categoria. O Marrocos recebeu sua única prova em 1958, enquanto a última passagem da F1 pela África foi em 1993, na África do Sul.
Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, classificou o anúncio como “um momento histórico para a Fórmula 1”. Ele também afirmou que “a África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1” e disse que a categoria está “levando essa emoção para mais perto de milhões de pessoas”.
Acordo prevê circuito perto de Bugesera
A prova será realizada em um circuito projetado perto de Bugesera. O plano é de um traçado desenhado para trabalhar em harmonia com a paisagem natural, com mudanças de elevação previstas para acrescentar dificuldade aos pilotos.
O anúncio também foi apresentado como parte de um compromisso duradouro da Fórmula 1 com o continente. Entre os objetivos citados para o projeto estão o estímulo ao turismo, a atração de investimentos e o crescimento de negócios locais, além de uma perspectiva de benefícios econômicos e sociais de longo prazo.
Ruanda terá parceria de 10 anos com a categoria
A confirmação da corrida em Ruanda foi anunciada com uma parceria de 10 anos, embora os detalhes completos do acordo ainda não tenham sido divulgados. Paul Kagame, presidente de Ruanda, afirmou que o país tem orgulho de receber o Grande Prêmio da África e definiu o acerto como “um investimento no futuro de Ruanda”. Kagame também disse que o acordo “muda a presença da Fórmula 1 no continente”.
A Fórmula 1 já correu em 34 países diferentes desde 1950, e a entrada de Ruanda amplia essa lista ao mesmo tempo em que marca o retorno a um continente ausente do calendário desde 1993. Naomi Schiff, ao comentar o que o público pode esperar do evento, resumiu a expectativa em “muita empolgação e uma atmosfera única”.