O evento será realizado em um circuito inédito em Bugesera, no leste de Ruanda, a 40 quilômetros ao sul de Kigali. A primeira edição ainda depende da conclusão das obras da pista, que será construída especificamente para receber a categoria.
A confirmação foi feita em Kigali, onde a F1 também divulgou as primeiras imagens do projeto do autódromo. Stefano Domenicali, CEO e presidente da Fórmula 1, definiu o anúncio como “um momento marcante para a Fórmula 1”.
Circuito de Bugesera terá projeto de Alex Wurz e Hermann Tilke
O traçado será desenvolvido com participação de Alex Wurz, ex-piloto e presidente da GPDA, ao lado de Hermann Tilke. A proposta da pista prevê o uso das variações de elevação da região e, segundo a própria Fórmula 1, o circuito foi concebido para operar “em harmonia com a paisagem natural”.
Também foi informado que o terreno montanhoso de Bugesera será aproveitado para criar um desenho mais desafiador. O acordo faz parte de um plano mais amplo ligado a turismo e infraestrutura em Ruanda.
Retorno à África não será em Kyalami
A volta da Fórmula 1 ao continente africano não acontecerá em Kyalami, circuito que recebeu corridas da categoria entre 1962 e 1993 e sediou a última prova africana da F1, no GP da África do Sul de 1993. Alain Prost foi o vencedor daquela corrida. Antes disso, a F1 também disputou uma única etapa no Marrocos, em 1958.
A escolha por uma pista ainda em construção gerou frustração em parte dos fãs, que defendiam um retorno por Kyalami em vez de um projeto totalmente novo.
Hamilton cobrava corrida no continente havia anos
Lewis Hamilton vinha defendendo publicamente a volta da Fórmula 1 à África. Em uma das declarações sobre o tema, o heptacampeão disse: “Não vou me aposentar sem correr na África”. Em outra fala, afirmou: “Nos últimos seis anos, tenho lutado nos bastidores para conseguir um GP”.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, chamou o retorno da categoria ao continente de “um momento histórico” e afirmou que Ruanda mostrou forte compromisso para receber um evento de classe mundial. Na apresentação do acordo, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, declarou: “O presente pertence à África”.