Boeri afirmou que o desenho da pista será preservado e descartou intervenções no percurso. “A pista não será alterada, ao contrário do que ouvi de muitas pessoas”, disse o dirigente do Automóvel Clube de Mônaco, responsável por expor a posição oficial sobre o circuito.
Proposta para a região de Portier não avançou
Entre as alternativas já levantadas para tentar criar mais oportunidades de ultrapassagem estava uma sugestão de Charles Leclerc para a área de Portier, antes da entrada do túnel. A ideia era redesenhar aquele trecho para formar uma reta mais longa.
Ao detalhar a proposta, Leclerc sugeriu uma mudança de direção no setor. “Talvez, antes do túnel, desse para ir mais à esquerda e criar uma grande reta ali”, afirmou o piloto. Em outra explicação sobre o mesmo ponto, ele resumiu: “Por que não virar à esquerda ali e criar uma reta longa?”.
A possibilidade, porém, não foi adiante. Além da decisão de preservar o traçado histórico, qualquer alteração no percurso exigiria uma nova homologação da FIA, etapa necessária para validar oficialmente um circuito com mudanças desse tipo.
Carros atuais ampliaram a discussão sobre ultrapassagens
A dificuldade para ultrapassar em Mônaco não é um tema novo, mas ficou mais evidente com os carros modernos, que ocupam mais espaço e reduzem ainda mais as opções de ataque em um circuito de dimensões naturalmente limitadas. Por isso, a discussão sobre mudanças no traçado voltou a aparecer com frequência nos últimos anos.
Sem mexer na pista, a Fórmula 1 adotou medidas no formato da prova para aumentar as variações estratégicas em Mônaco. Uma delas foi a introdução de duas paradas obrigatórias nos boxes, tentativa de abrir cenários diferentes ao longo da corrida mesmo em um traçado onde ganhar posição na pista segue sendo uma tarefa rara.
Outra novidade já definida para o evento é a inclusão da corrida Sprint no calendário a partir de 2027.