A corrida está prevista para um novo circuito permanente em Bugesera. O autódromo será construído dentro dos padrões Grau 1 da FIA, homologação exigida para receber a categoria, e ficará cerca de 40 quilômetros ao sul de Kigali, próximo ao novo Aeroporto Internacional de Kigali.
Circuito em Bugesera faz parte de plano mais amplo de desenvolvimento
O projeto do GP da África está inserido em uma estratégia liderada pelo Rwanda Development Board, com frentes voltadas a esporte, turismo, infraestrutura e desenvolvimento comercial. A parceria também tem como metas estimular o turismo, atrair investimentos e desenvolver talentos locais.
Paul Kagame, presidente de Ruanda, classificou a confirmação como uma “honra e privilégio”. Em outra declaração sobre o retorno da Fórmula 1 ao continente, ele afirmou: “Hoje é a vez da África”. Kagame também resumiu a proposta do projeto ao dizer que “nosso objetivo nunca foi apenas um fim de semana de corrida”.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que a entidade acompanhará o desenvolvimento do circuito. A exigência de padrão internacional para a pista já faz parte da estrutura anunciada para viabilizar a etapa.
Fórmula 1 destaca peso histórico e potencial do mercado africano
Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, definiu o acordo como “um momento histórico” e declarou que “a África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1”. O anúncio recoloca o continente no calendário após mais de três décadas sem uma corrida da categoria.
O retorno acontece em um mercado que, segundo os números divulgados com o acordo, já reúne mais de 100 milhões de fãs da Fórmula 1 na África. Em mercados importantes da África Subsaariana, quase 60% do público tem menos de 35 anos.
Antes da confirmação, Lewis Hamilton já havia cobrado publicamente a presença da categoria no continente ao perguntar: “Por que não estamos na África?”. A Fórmula 1 não vinculou o acordo diretamente a essa pressão, mas formalizou agora a volta com Ruanda como sede do futuro GP da África.