A explicação sobre o plano foi dada por Andrea Stella, chefe da McLaren, durante o GP de Singapura. Segundo ele, a equipe seguirá com novidades no carro atual, mas dentro de um cenário técnico em que os ganhos se tornaram mais difíceis de encontrar após um longo ciclo de desenvolvimento.
“Planejamos apresentar algumas atualizações”, disse Stella.
Aerodinâmica mais complexa limita margem de evolução
De acordo com Stella, a fase atual do projeto impõe um desafio maior para extrair desempenho, especialmente na área aerodinâmica. Depois de dois anos de desenvolvimento, a leitura da McLaren é de que o carro entrou em uma etapa mais complexa de evolução.
O chefe da equipe também relativizou qualquer expectativa de mudança brusca no desempenho. “Acho que não há grandes surpresas”, afirmou Stella, ao comentar o momento vivido pela McLaren.
O trabalho técnico para 2027, por sua vez, começou em janeiro de 2025 e tem foco em conceitos aerodinâmicos. Stella também indicou que os resultados dos testes podem variar, ponto tratado internamente como parte natural do processo de evolução.
Norris aponta dificuldades do MCL40
Mesmo com oscilações de rendimento, Lando Norris soma três pole positions e duas vitórias na temporada. Ainda assim, a percepção do piloto é de que a McLaren hoje não está entre as referências do grid.
Norris afirmou que considera a McLaren o quarto carro mais rápido do grid e descreveu o comportamento do MCL40 como exigente na pilotagem. “O MCL40 é simplesmente intenso e mentalmente desgastante”, disse o piloto.
A combinação entre novas atualizações para 2026 e o projeto de 2027 já em curso mostra que a McLaren está dividindo seus esforços entre a tentativa de recuperar desempenho no campeonato atual e a construção do próximo carro sob uma base aerodinâmica que a equipe vem estudando desde o início de 2025.