O anúncio foi feito nesta terça-feira e marca a volta da categoria à África desde o GP da África do Sul de 1993. Paul Kagame, presidente de Ruanda, resumiu o significado político e esportivo do acerto ao afirmar: “Hoje pertence à África”.
Stefano Domenicali, CEO e presidente da Fórmula 1, classificou o acordo como “um momento histórico para a Fórmula 1”. Já Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, disse que o retorno do Mundial ao continente representa “um momento histórico” para o esporte.
Circuito ainda será construído
A primeira corrida é projetada para acontecer assim que o novo autódromo ficar pronto. Há informações de que a prova será realizada em Ruanda com base em um traçado ainda a ser construído, e o cronograma segue condicionado à entrega da infraestrutura.
Entre os detalhes revelados sobre o projeto, o circuito foi descrito como um traçado de 6 km, com 17 curvas e 197 metros de variação de elevação por volta. O desenho está sendo desenvolvido por Alex Wurz e sua empresa, com uso do relevo natural para formar uma arena voltada ao público.
Negociações começaram em 2024
As conversas para levar a Fórmula 1 a Ruanda ganharam forma em 2024, quando o país passou a buscar grandes eventos esportivos. A candidatura foi anunciada em dezembro daquele ano durante um encontro da FIA.
Lewis Hamilton vinha defendendo publicamente a volta da categoria à África. O heptacampeão afirmou: “Nos últimos seis anos, venho lutando nos bastidores para conseguir um grande prêmio”. Em outra declaração, também elogiou o papel de Domenicali nas tratativas.
Além do retorno esportivo, o acordo foi apresentado com a meta de gerar benefícios econômicos e sociais duradouros por meio do turismo e do crescimento de negócios locais.