A perda de rendimento apareceu nas etapas do Azerbaijão e da Malásia, onde a equipe detectou uma deficiência de desempenho nas zonas em que a potência é mais determinante. O prejuízo estimado foi de um a dois décimos de segundo por volta, além de uma diferença de velocidade de cerca de um a dois km/h.
“Nas duas últimas sessões de classificação, isso me custou duas ou três posições”, disse Norris. O piloto também admitiu que poderia ter feito algumas coisas melhor, mas apontou uma limitação clara do carro nas saídas de curva e nos trechos de aceleração. “É sempre difícil quando você sai melhor das curvas e acaba mais lento nas retas.”
McLaren detectou diferença de aceleração e velocidade final
Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou que o problema no carro de Norris aparece como uma perda pequena, mas constante, tanto na aceleração quanto na velocidade máxima. “O carro acelera um pouco menos e atinge uma velocidade final ligeiramente inferior”, afirmou.
A anomalia não apareceu no carro de Oscar Piastri, o que fez a equipe concentrar a investigação no lado de Norris da garagem. Esse recorte ajudou a McLaren a isolar o problema como algo específico daquele carro, e não uma característica geral do pacote usado pelos dois pilotos.
Equipe trocou componentes, mas origem da falha não foi divulgada
A McLaren acredita ter corrigido os componentes defeituosos envolvidos no caso, embora ainda não tenha tornado pública a origem exata da perda de desempenho. Norris afirmou que confia no trabalho da equipe para encontrar a explicação e eliminar a falha.
Na avaliação do piloto, o impacto do problema pode ser menor em Marina Bay, onde a característica do traçado tende a reduzir o peso da velocidade de reta no tempo de volta.