Em Singapura, Russell vai correr com o pacote aerodinâmico anterior, enquanto Antonelli terá as atualizações introduzidas pela Mercedes na Malásia. O cenário também aparece em meio à diferença de 84 pontos entre os dois no campeonato, com Antonelli à frente.
Ao responder às críticas, Wolff foi duro. “Quem pensa isso não tem cérebro. Não faz o menor sentido”, afirmou o diretor da Mercedes, ao comentar as acusações que circularam nas redes sociais.
Mercedes explica escolha técnica entre os dois carros
Wolff disse que a opção por pacotes aerodinâmicos diferentes não está ligada a qualquer preferência interna entre os pilotos. “Não existe nenhum pensamento político por trás disso”, declarou.
Na explicação do dirigente, Antonelli faz parte de um projeto de longo prazo da equipe. “Temos o Kimi conosco desde os 11 anos. Ele é parte integrante da equipe”, afirmou Wolff ao abordar o papel do piloto dentro da estrutura da Mercedes.
A diferença de configuração entre os carros se soma ao prejuízo esportivo de Russell para a próxima largada, já que a troca de motor após a quebra registrada na Malásia vai empurrá-lo para o fim do grid.
Wolff cita conversa com Prost e fala em transparência
Ao tratar do ambiente interno da equipe, Wolff também relembrou uma conversa com Alain Prost ao mencionar rivalidades do passado na Fórmula 1, em meio ao debate gerado pela situação na Mercedes e às comparações feitas por parte do público com disputas históricas da categoria, como a de Prost e Ayrton Senna.
Segundo Wolff, a condução da Mercedes passa pela transparência nas decisões. Foi esse ponto que ele usou para rebater a interpretação de que a equipe estaria usando escolhas técnicas para beneficiar um lado da garagem.
Enquanto Russell terá de lidar com a punição no grid e com o pacote aerodinâmico anterior, Antonelli seguirá com as atualizações levadas pela Mercedes na Malásia.